A perdiz, com o dedo no nariz

A perdiz, com o dedo no nariz.
 ... A perdiz, com o dedo no nariz.

Expressa indiferença, despreocupação ou fazer‑se de desentendido perante uma situação em que se esperaria intervenção.

Versão neutra

Manter‑se indiferente / ficar de braços cruzados.

Faqs

  • O que significa exactamente este provérbio?
    Geralmente refere‑se a alguém que se mostra indiferente, que não intervém ou que faz de desentendido quando se esperaria participação ou reação.
  • É uma expressão ofensiva?
    Não é diretamente ofensiva, mas costuma ter tom crítico ou jocoso. Pode ser mal recebida se usada para censurar alguém em contexto sensível.
  • Posso usar esta expressão em escrita formal?
    Não é recomendável. Em contextos formais prefira versões neutras como "manter‑se indiferente" ou explique o sentido.
  • De onde vem a imagem da perdiz com o dedo no nariz?
    A origem concreta é incerta. A imagem combina um animal (a perdiz, figura popular) com um gesto infantil ou de desinteresse para criar uma expressão coloquial de despreocupação.

Notas de uso

  • Registo coloquial e informal; usado sobretudo na fala.
  • Normalmente tem sentido crítico ou jocoso: descreve alguém passivo ou pouco interessado.
  • Pode transmitir também desprezo (quem ‘‘fica a perdiz’’ não liga ou ignora deliberadamente).
  • Evitar em contextos formais ou académicos sem explicação — preferir versões neutras.

Exemplos

  • Quando começou a discussão sobre a partilha do trabalho, ele ficou como a perdiz, com o dedo no nariz, sem se oferecer a ajudar.
  • Enquanto todos corriam para resolver o problema, a chefe ficou a perdiz, com o dedo no nariz, e ninguém a viu tomar uma decisão.
  • Não lhe peças opinião: em questões sérias costuma ficar com a perdiz, com o dedo no nariz, e não se envolve.

Variações Sinónimos

  • ficar com o dedo no nariz
  • ficar de braços cruzados
  • fazer‑se de desentendido
  • manter‑se indiferente
  • sentar‑se em cima das mãos

Relacionados

  • Quem cala consente. (o silêncio como postura)
  • Quem não chora não mama. (quem não age não obtém)
  • Cada um por si e Deus por todos. (indiferença perante o colectivo)

Contrapontos

  • Quem não arrisca não petisca. (incentiva a agir)
  • Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje. (apelo à iniciativa)
  • Mãos à obra. (convocação à ação imediata)

Equivalentes

  • Inglês
    to sit on one's hands (ficar inactivo) / to thumb one's nose at (mostrar desprezo), conforme o contexto
  • Espanhol
    quedarse de brazos cruzados (ficar inactivo) / hacer muecas o burlarse (quando há desprezo)
  • Francês
    rester les bras croisés (ficar inactivo) / faire la moue (quando há recusa ou desdém)

Provérbios