A mau amo, mau moço.

A mau amo, mau moço.
 ... A mau amo, mau moço.

Um mau líder ou ambiente tende a produzir subordinados com comportamentos ou atitudes também maus.

Versão neutra

Quando o superior é mau, os subordinados tendem a comportar‑se mal.

Faqs

  • O que significa exactamente este provérbio?
    Significa que a conduta, as regras e o exemplo dados por um superior tendem a moldar o comportamento dos subordinados.
  • Posso usar este provérbio para desculpar alguém?
    Não. O provérbio explica uma tendência social, mas não elimina a responsabilidade individual por actos errados.
  • Em que contextos é mais usado?
    É usado em contextos onde se discute liderança, educação, ambiente de trabalho ou influência social.
  • É um provérbio ofensivo?
    Não é intrinsecamente ofensivo, mas pode ser crítico ao apontar falhas de uma pessoa ou grupo em posições de autoridade; usar com prudência.

Notas de uso

  • Usa-se para apontar a influência do exemplo ou das condições sobre o comportamento de outros (ex.: chefe, pai, mestre).
  • Não deve ser usado para eliminar a responsabilidade individual; serve antes para explicar tendências colectivas.
  • Freqüentemente aplicado em contextos laborais, domésticos ou institucionais para criticar liderança ou gestão.
  • Tomar cuidado com interpretações literais: 'amo' e 'moço' são termos tradicionais que significam 'superior' e 'subordinado'.

Exemplos

  • Na oficina, o dono incentivava atalhos e pressa; não admira que os aprendizes sigam o mesmo padrão — a mau amo, mau moço.
  • Ao discutir a queda de disciplina na escola, o diretor lembrou que, muitas vezes, a falta de regras e exemplo por parte da liderança explica comportamentos indisciplinados.
  • Não convém usar o provérbio como desculpa: mesmo quando o ambiente é negativo, há pessoas que resistem e agem de forma correcta.

Variações Sinónimos

  • Como é o mestre, assim é o criado.
  • De mau dono, mau criado.
  • A mal amo, mal moço (variação dialectal).

Relacionados

  • De tal palo, tal astilla (espanhol, sentido próximo sobre influência).
  • Quem semeia ventos colhe tempestades (consequências de más acções/decisões).
  • Cada um responde pelos seus actos (contraponto sobre responsabilidade individual).

Contrapontos

  • Nem sempre o ambiente determina o comportamento: há quem resista ao exemplo negativo.
  • Usar o provérbio para justificar actos ilícitos ou imorais pode encobrir responsabilidade pessoal.

Equivalentes

  • Inglês
    A bad master makes a bad servant / Like master, like man.
  • Espanhol
    A mal amo, mal mozo / De tal palo, tal astilla (próximo em sentido).
  • Francês
    Tel maître, tel valet.

Provérbios