Quem é bom, para si o é; quem é mau, para si o é.
Cada pessoa avalia o próprio comportamento segundo a sua consciência; a noção de 'bom' ou 'mau' é, em parte, subjectiva e interior.
Versão neutra
Cada pessoa avalia‑se por si: os que são bons consideram‑se bons; os que são maus consideram‑se maus.
Faqs
- O provérbio quer dizer que a opinião pessoal é a única que conta?
Não. Indica que a própria consciência influencia a avaliação, mas não exclui critérios externos, éticos ou legais. - É adequado usar este provérbio em contextos formais?
Sim, desde que com cautela. Funciona bem como observação sobre percepção moral, mas não deve substituir argumentos factuais. - O provérbio justifica comportamentos maus?
Não. Pode explicar por que alguém se considera justificado, mas não legitima actos prejudiciais segundo normas éticas ou legais.
Notas de uso
- Usa‑se para indicar que a avaliação moral pode partir da própria consciência, não apenas de critérios externos.
- Tom neutro — pode ser usado em conversas informais e formais, sobretudo ao discutir juízos de carácter.
- Não implica que a opinião pessoal esteja correcta; pode também apontar para autoengano ou legitimação interna de actos.
- Evita‑se usar como justificação absoluta para comportamentos prejudiciais; serve mais como comentário sobre percepções.
Exemplos
- Quando discutiam se ele tinha razão, a Teresa lembrou: 'Quem é bom, para si o é; quem é mau, para si o é', e sugeriu que procurassem factos em vez de presumir.
- Num debate sobre responsabilidade, o professor citou o provérbio para sublinhar que muitos defendem as suas acções porque as consideram justificadas pela sua própria consciência.
Variações Sinónimos
- Cada um sabe de si
- Cada um é juiz de si próprio
- Cada qual se julga a si mesmo
- Cada um vê o mundo a partir do seu carácter
Relacionados
- Cada um sabe de si
- Cada um com os seus botões
- Não atires pedras se vives em vidro
Contrapontos
- A opinião dos outros e normas sociais também importam na avaliação moral.
- Nem sempre a autoavaliação corresponde à realidade — há lugar para autoengano.
- A ética objectiva ou comunitária pode contradizer a avaliação pessoal.
Equivalentes
- inglês
Each one judges himself: the good thinks himself good; the bad thinks himself bad. - espanhol
Cada cual se juzga a sí mismo: quien es bueno se ve como bueno; quien es malo se ve como malo. - francês
Chacun se juge selon sa conscience : le bon se croit bon, le mauvais se croit mauvais.