Quem para si não sabe, nada sabe.

Quem para si não sabe, nada sabe.
 ... Quem para si não sabe, nada sabe.

Sinaliza que quem não tem autonomia, autoconhecimento ou capacidade de gerir a própria vida mostra falta de compreensão ou competência básica para outras coisas.

Versão neutra

Quem não sabe cuidar de si próprio, pouco compreende acerca das coisas.

Faqs

  • O que exactamente quer dizer este provérbio?
    Significa que a capacidade de cuidar de si próprio, de ter juízo e autonomia é uma base necessária para entender ou exercer outras responsabilidades.
  • É um provérbio ofensivo?
    Pode ser interpretado como crítico ou moralizador. Em contextos sensíveis, é preferível usar linguagem mais construtiva ao apontar falhas.
  • Quando é apropriado usá‑lo?
    Em conversas sobre responsabilidade pessoal, ensino, gestão ou liderança, especialmente quando se pretende enfatizar a necessidade de auto‑gestão.
  • Tem uma origem conhecida?
    Trata‑se de um provérbio popular de origem incerta, transmitido oralmente na tradição portuguesa.

Notas de uso

  • Usa‑se para sublinhar a importância da responsabilidade pessoal e do autoconhecimento como pré‑requisitos para aprender, liderar ou aconselhar outros.
  • Tom: muitas vezes crítico ou corretivo; pode ser usado em contexto moralizador ou prático (família, trabalho, educação).
  • Nem sempre pretende negar todo o conhecimento de alguém — foca‑se em habilidades práticas de gestão pessoal e juízo.
  • Evitar uso pejorativo ou humilhante em situações sensíveis; preferir reformulações mais suaves se se pretende aconselhar.

Exemplos

  • Quando o novo gerente começou a delegar tudo sem organizar o próprio trabalho, o colega murmurou: «Quem para si não sabe, nada sabe».
  • Se não consegues gerir as tuas finanças, será difícil dar conselhos credíveis a outros; quem para si não sabe, nada sabe.
  • Ao orientar alunos, o professor lembrou‑lhes que a autonomia e a disciplina pessoal são essenciais: «Quem para si não sabe, nada sabe».

Variações Sinónimos

  • Quem não sabe governar a si mesmo, pouco saberá governar outro.
  • Quem não cuida de si, não saberá cuidar de nada.
  • Quem não se conhece, não conhece o restante.

Relacionados

  • Conhece‑te a ti mesmo (máxima clássica relacionada com o autoconhecimento).
  • Quem não sabe governar a sua casa não governa um reino (variante sobre responsabilidade).
  • A prática é mestra (importância da habilidade e da experiência pessoal).

Contrapontos

  • Especialização: alguém pode ser perito numa área técnica sem elevada autoconsciência pessoal; o provérbio generaliza.
  • Em contexto coletivo, a capacidade de trabalho em equipa e os sistemas de apoio podem mitigar falhas de gestão pessoal.
  • O provérbio tende a valorizar a autonomia individual; culturas com foco comunitário podem interpretá‑lo de forma diferente.

Equivalentes

  • Inglês
    He who cannot manage himself will not manage anything.
  • Espanhol
    Quien no sabe gobernarse a sí mismo, no sabe gobernar nada.
  • Latim (afim)
    Nosce te ipsum (Conhece‑te a ti mesmo).

Provérbios