Quem se apresenta fraco ou submisso corre o risco de ser aproveitado por outros mais fortes ou oportunistas.
Versão neutra
Quem se mostra ou age como vítima ou pessoa incapaz pode ser aproveitado por quem tem intenções de tirar partido.
Faqs
Quando é apropriado usar este provérbio? Use-o para advertir sobre os riscos da passividade em situações onde a outra parte pode tirar vantagem; evite-o em contextos sensíveis onde a pessoa já é vítima de abuso.
O provérbio encoraja agressividade? Não necessariamente. O sentido principal é chamar à atenção para a necessidade de assertividade e proteção pessoal ou legal, não para promover violência.
Existe uma versão mais moderna ou neutra? Sim. Uma versão neutra: 'Quem se mostra ou age como vítima pode ser aproveitado por oportunistas.' Essa frase conserva a ideia sem imagens agressivas.
Notas de uso
Empregado para advertir contra a passividade em contextos onde essa postura pode ser explorada (trabalho, relações pessoais, política).
Registo coloquial; pode soar duro se usado diretamente contra alguém.
Não recomenda necessariamente agressividade: sublinha a necessidade de firmeza, limites ou precauções.
Pode ser usado de forma figurada para situações económicas, legais ou de negociação.
Exemplos
No escritório, ele aceitava sempre horas extra sem cobrar; os colegas começaram a delegar-lhe mais trabalho — quem se faz de cordeiro, será comido pelo lobo.
Quando a família insistia em decidir tudo por ela, percebeu que precisava de afirmar os seus limites; afinal, quem se mostra submisso pode ser explorado.
Variações Sinónimos
Quem se faz de bobo, é explorado.
Quem se mostra fraco, é devorado pelo forte.
Fazer-se de vítima traz aproveitamento dos mais oportunistas.
Relacionados
Nem tudo o que reluz é ouro.
A ocasião faz o ladrão.
Quem cala consente.
Contrapontos
Interpretar o provérbio de forma literal pode incentivar uma resposta agressiva ou hostil em vez de soluções baseadas em diálogo, lei ou mediação.
Em alguns contextos, aparecer vulnerável pode ser uma estratégia consciente e legítima (por exemplo, pedir ajuda); o provérbio não distingue entre fraqueza involuntária e estratégia.
Em sociedades ou relações desiguais, a responsabilidade pela exploração não recai apenas sobre a pessoa vulnerável; é também parte de uma dinâmica estrutural que requer reformas e proteções.
Equivalentes
Inglês (literal) If you act like a sheep, you'll be eaten by the wolf.
Inglês (idiomático) Don't be a sheep.
Espanhol Quien se hace de cordero, lo come el lobo.
Italiano Chi si fa pecora, viene mangiato dal lupo.