A filha do conde: não mates o homem, que morrerá o conde e o homem
A fiúza de conde, não mates o homem, que morrerá o conde e o homem.
Advertência sobre as consequências alargadas de agir contra alguém ligado a um poderoso: o acto pode atingir tanto o protegido como o poderoso.
Versão neutra
A filha do conde: não mates o homem; morrerão tanto o conde como o homem.
Faqs
O que significa exactamente este provérbio? Avisar que um ataque ou conflito com uma pessoa protegida por alguém poderoso pode ter consequências que atingem ambos, incluindo quem iniciou a acção.
Quando é apropriado usar este provérbio hoje? Em contextos onde se quer sublinhar risco de repercussões por mexer com pessoas ligadas a figuras de poder — por exemplo, em ambiente profissional, político ou social; normalmente com tom figurado ou irónico.
Qual é a origem histórica do provérbio? A origem é popular e incerta. A forma original aparece em grafias arcaicas/dialectais; não há, até ao conhecimento comum, documento único que fixe a sua autoria.
Notas de uso
Expressa uma ideia de precaução em relação a quem se mete com pessoas próximas de autoridade ou poder.
Linguagem e grafia antigas; hoje usa‑se em contexto literário, regional ou como curiosidade linguística.
Usa‑se quando se quer avisar alguém de que um ataque a uma pessoa ligada a uma entidade poderosa terá repercussões maiores.
Exemplos
No escritório, se te puseres contra o assessor do director, pensa bem: 'A filha do conde...' — podes arrastar para ti a ira do chefe.
Antes de processarem o pequeno fornecedor que trabalha com aquele magnata, o advogado lembrou‑lhes o provérbio: podem ficar implicadas entidades maiores.
Variações Sinónimos
A filha do conde, não mates o homem, que morrerá o conde e o homem. (grafia modernizada)
Não mexas com o protegido do poderoso — as consequências atingem ambos.
Quem ataca o amparo do poderoso arrisca mais do que imagina.
Relacionados
Quem semeia ventos colhe tempestades (sobre consequências amplas das próprias acções).
Não bites a mão que te alimenta (sobre evitar hostilidade contra quem nos protege/sustenta).
Contrapontos
Há situações em que enfrentar o poderoso é necessário e justo, mesmo correndo riscos pessoais.
Não deve ser desculpa para impunidade: o facto de alguém estar ligado a um poderoso não legitima actos injustos.
Equivalentes
Inglês The count's daughter — don't kill the man; both the count and the man will die. (literal translation; no exact common equivalent)
Espanhol La hija del conde: no mates al hombre, que morirán el conde y el hombre. (tradução literal)
Francês La fille du comte : ne tue pas l'homme, car mourront le comte et l'homme. (tradução literal)