Aonde te querem muito, não vás a miúdo.

Aonde te querem muito, não vás a miúdo.
 ... Aonde te querem muito, não vás a miúdo.

Quando alguém te estima muito, convém não abusar da sua atenção ou hospitalidade: visitas ou pedidos muito frequentes podem desgastar o afecto.

Versão neutra

Se te querem muito, não vás com muita frequência.

Faqs

  • O que quer dizer exactamente este provérbio?
    Significa que, quando alguém te aprecia muito, deves moderar a frequência das visitas ou pedidos para não cansar ou tornar previsível a generosidade dessa pessoa.
  • É um conselho de frieza ou de respeito?
    É sobretudo um conselho de respeito e prudência social: trata-se de preservar a relação evitando exageros que possam esmorecer o afecto.
  • Quando não devo seguir este provérbio?
    Não se aplica em situações de emergência, quando são necessários cuidados constantes, ou quando a própria pessoa indica que prefere contacto regular.

Notas de uso

  • Aplica-se a relações pessoais: família, amigos e anfitriões que demonstram grande carinho ou disponibilidade.
  • Aplica-se também a favores profissionais: pedir repetidamente pode cansar quem já se dispõe a ajudar.
  • Não é uma regra absoluta — em situações de necessidade (doença, emergência, cuidados) a frequência é aceitável e desejável.
  • Expressa a ideia de que a ausência ou a moderação pode preservar e valorizar as relações.

Exemplos

  • Os avós adoram receber visitas, mas concordámos em não ir todas as semanas: aonde nos querem muito, não vamos a miúdo.
  • Ela agradeceu-me a ajuda, mas pediu que não telefonasse todas as noites — onde me querem muito, não vou a miúdo.
  • No trabalho, o colega mostrou-se sempre disponível; por respeito ao tempo dele, evitei pedir favores continuamente.

Variações Sinónimos

  • Onde és muito querido, não vás sempre.
  • Não abuses da hospitalidade alheia.
  • A ausência valoriza.

Relacionados

  • Não abuses da bondade alheia.
  • A ausência faz crescer o afecto.
  • Familiaridade gera desprezo (variação próxima em ideia).

Contrapontos

  • Em culturas ou núcleos familiares em que a presença frequente é sinal de cuidado, a regra não se aplica da mesma forma.
  • Em contextos de necessidade (p. ex. cuidar de doentes, apoio psicológico) a frequência é essencial, não prejudicial.
  • Algumas pessoas interpretam menos contacto como distanciamento; é importante comunicar expectativas para evitar mal-entendidos.

Equivalentes

  • inglês
    Too much familiarity breeds contempt (muito próximo na ideia de que a proximidade excessiva pode desgastar o apreço).
  • espanhol
    Donde te quieren mucho, no vayas a menudo. (tradução literal e uso semelhante em contexto hispânico)
  • francês
    On n'abuse pas de la bonté d'autrui. (ideia relacionada: não aproveitar excessivamente a bondade alheia)

Provérbios