Bem se canta na sé, mas é quem é.

Bem se canta na sé, mas é quem é.
 ... Bem se canta na sé, mas é quem é.

A boa apresentação ou o prestígio do local podem valorizar uma ação, mas o que verdadeiramente importa é a pessoa que a realiza — as aparências ou o cenário não substituem a substância.

Versão neutra

O local pode valorizar uma atuação, mas o que conta é quem a realiza.

Faqs

  • O que significa este provérbio em poucas palavras?
    Significa que a boa aparência ou o prestígio do local não substituem a qualidade ou o carácter da pessoa que realiza a ação.
  • Quando é apropriado usar este provérbio?
    Quando se quer relativizar elogios baseados no contexto, chamar a atenção para a identidade ou competência real de alguém, ou advertir contra avaliações superficiais.
  • É um provérbio ofensivo?
    Normalmente não; é mais cauteloso ou irónico. Pode ser interpretado como crítica se aplicado diretamente a alguém sem contexto.
  • Tem origem conhecida na tradição popular?
    Não há fonte documentada clara; parece derivar da sabedoria popular que distingue aparência de essência.

Notas de uso

  • Usa-se para advertir contra avaliar só pela aparência, pelo prestígio do lugar ou por elogios em público.
  • Tem tom cauteloso e por vezes irónico; serve para relativizar louvores ou circunstâncias favoráveis.
  • Adequado em conversas informais e em comentários sobre mérito, competência ou reputação.
  • Não indica desdém automático pelo local ou pela cerimónia, mas enfatiza a importância do agente.

Exemplos

  • Na festa da empresa todos aplaudiram a apresentação, mas, como se costuma dizer, bem se canta na sé, mas é quem é — o trabalho real ficou por fazer.
  • A revista destacou o evento pela pompa, mas os especialistas lembraram: o lugar embeleza; o conteúdo depende de quem o produz.
  • Podem elogiar a oratória por ter sido proferida numa grande sala, porém isso não prova competência técnica do orador.

Variações Sinónimos

  • O hábito não faz o monge.
  • As aparências iludem.
  • Não é o lugar que faz o homem.
  • A cerimónia não substitui o mérito.

Relacionados

  • O hábito não faz o monge
  • Nem tudo o que reluz é ouro
  • As aparências iludem

Contrapontos

  • A ocasião faz o ladrão (sugere que o contexto pode determinar o comportamento)
  • Quem não é visto não é lembrado (salienta a importância da visibilidade e do local)
  • A apresentação também conta — em certas profissões o cenário influencia perceções

Equivalentes

  • inglês
    Don't judge a book by its cover / Fine feathers do not make fine birds
  • francês
    L'habit ne fait pas le moine
  • espanhol
    El hábito no hace al monje

Provérbios