Expressa a ideia de que o prazer frequentemente surge acompanhado de dor, sacrifício ou custo; experiências intensas tendem a ter elementos positivos e negativos.
Versão neutra
O prazer costuma vir acompanhado de dor.
Faqs
Qual é a origem deste provérbio? Não existe uma origem documentada clara; é uma formulação popular que sintetiza ideias presentes em várias tradições filosóficas e morais sobre sacrifício e recompensa.
Quando é apropriado usar este provérbio? Quando se pretende realçar que um objetivo valioso normalmente exige esforço ou sacrifício — por exemplo em treino, trabalho criativo ou estudo — sempre evitando justificar danos ou abusos.
O provérbio é sempre verdadeiro? Não; trata-se de uma generalização. Existem prazeres sem dor e situações em que a dor não leva a prazer ou benefício. Deve ser usado com critério.
Pode este provérbio ser prejudicial? Sim, se for usado para normalizar sofrimento injustificado ou para pressionar alguém a suportar violência ou exaustão em nome de suposto 'prazer' ou sucesso.
Notas de uso
Registo: frequentemente usado em contextos filosóficos, literários ou reflexivos; pode soar dramático em conversas informais.
Contextos comuns: desporto (treino), arte (processo criativo), relacionamentos e situações de sacrifício necessário para atingir um objetivo.
Advertência: não deve ser usado para justificar abuso ou dano involuntário; é uma geralização, não uma regra absoluta.
Tom: pode ser enunciado com ironia, resignação ou como conselho motivacional, conforme o contexto.
Exemplos
Ao treinar para a maratona, o atleta lembrava-se do provérbio: a dor é a companheira indesligável do prazer — sem esforço não haveria medalha.
No processo de publicação do romance, a autora reconheceu que as longas revisões eram dolorosas, mas essenciais; a dor era a companheira do prazer de ver o livro acabado.
Variações Sinónimos
Não há ganho sem dor.
Sem dor não há vitória.
Prazer e dor andam de mãos dadas.
O prazer paga-se a preço de sofrimento.
Relacionados
Não há almoços grátis (nem ganhos sem custo).
Quem quer, empenha-se — reforça a ideia de sacrifício pelo objetivo.
Tudo tem o seu preço — generalização sobre custo e recompensa.
Contrapontos
Nem todo prazer exige dor; muitas atividades prazerosas são seguras e sem sacrifício (ex.: convívio, lazer leve).
Usar o provérbio como justificação para sofrimento prolongado pode naturalizar relações abusivas ou práticas prejudiciais.
A visão pode ser culturalmente determinada: algumas culturas valorizam o conforto e a prevenção do sofrimento em vez de o relacionarem ao prazer.