O provérbio diz que o ciúme impede de ver factos e, com o tempo, torna‑nos inacessíveis à razão ou aos argumentos.
Versão neutra
O ciúme começa por tornar‑nos incapazes de ver a realidade e acaba por nos fechar à razão.
Faqs
O que significa exactamente este provérbio? Significa que o ciúme tende a distorcer a perceção («cegueira») e, com o tempo, impede quem sente ciúme de ouvir argumentos racionais ou desculpas («surdez»).
Quando é apropriado usar este provérbio? Quando se quer comentar, advertir ou explicar consequências negativas do ciúme — especialmente em relações pessoais — e quando se pretende sublinhar a perda de objectividade.
É ofensivo dizer isto a alguém com ciúmes? Pode ser interpretado como crítica. É preferível usar a expressão de forma reflexiva ou aconselhadora, não acusatória, para evitar magoar a outra pessoa.
O provérbio aplica‑se apenas ao amor romântico? Não; aplica‑se a qualquer situação em que o ciúme afecte julgamento e comunicação — relacionamentos amorosos, amizades, ambiente profissional, etc.
Notas de uso
Usa‑se para alertar para os efeitos distorcidos do ciúme nas relações pessoais.
Registo: coloquial, frequentemente usado em conversas informais e em reflexões sobre relações amorosas ou amizades.
Pode aplicar‑se também a contextos profissionais, quando suspeitas infundadas prejudicam decisões e diálogo.
Tom cauteloso: evite empregá‑lo como acusação direta; funciona melhor como comentário reflexivo ou conselho.
Exemplos
Depois de semanas de suspeitas sem provas, lembrei‑lhe que «o ciúme nasceu cego e morreu surdo» — precisávamos de conversar com calma.
No escritório, o ciúme entre colegas levou a boatos e recusas em ouvir explicações; como se costuma dizer, o ciúme nasceu cego e morreu surdo.
Variações Sinónimos
O ciúme é cego
Quem tem ciúme não vê
O ciúme não ouve a razão
O ciúme nasce cego
Relacionados
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Contrapontos
Em doses moderadas, o ciúme pode sinalizar atenção ou cuidado; o provérbio refere‑se aos seus efeitos excessivos.
Nem todo o ciúme é irracional: suspeitas fundamentadas exigem diálogo e, por vezes, ação — não apenas reprovação do sentimento.
A expressão enfatiza a perda de objectividade e de abertura ao diálogo; soluções práticas passam por comunicação e limites claros.