Critica quem fala ou se comporta como se fosse rico, mas na realidade tem poucos recursos; ostentação verbal sem capacidade económica.
Versão neutra
Alguém fala e comporta-se como se tivesse muitos recursos, mas tem poucos meios financeiros.
Faqs
O que significa exactamente o provérbio? Indica que alguém fala ou age como se tivesse riqueza, mas na prática tem poucos recursos; é uma crítica à ostentação verbal e à discrepância entre discurso e realidade.
Quando é apropriado usar este provérbio? Em contextos informais para comentar hipocrisia ou exagero nas palavras de alguém. Evite-o em situações formais ou quando possa ferir a sensibilidade de quem está a ser referido.
É ofensivo dizer isto a alguém? Pode ser considerado crítico ou embaraçoso, porque questiona a honestidade ou a situação económica da pessoa. Use com cuidado e só em contextos onde seja aceitável criticar informalmente.
Tem uma origem conhecida? Não há uma origem documentada precisa; trata-se de um provérbio popular que resume, de forma coloquial, uma avaliação social sobre aparências e recursos.
Notas de uso
Usa-se para apontar hipocrisia ou exagero nas palavras de alguém relativamente à sua situação económica.
Tom coloquial; mais comum em conversas informais, comentários sociais ou críticas leves entre conhecidos.
Não é adequado para linguagem formal nem para situações em que se pretende evitar julgamentos sobre a situação económica de outrem.
Exemplos
Quando comprou um telemóvel topo de gama a prestações e começou a gabar-se da nova vida, ouviu: "Boca de rico, bolsa de pobre".
Na reunião de família, o primo falava de férias luxuosas e depois revelou que nem podia pagar a renda; muitos comentaram: "Boca de rico, bolsa de pobre".
Ela descrevia restaurantes caros e viagens, mas vive sempre com orçamentos apertados — a expressão aplicava-se bem.
Variações Sinónimos
Boca de rico, bolso de pobre
Fala de rico, vive de pobre
Muito falar e pouco ter
De palavras se enche o saco (parcialmente próximo)
Relacionados
Quem muito fala, pouco faz
Guarda-te das aparências
Não julgueis pela capa
Contrapontos
Aparências enganam: falar com confiança não implica necessariamente falta de meios.
Nem sempre a ostentação verbal é sinal de hipocrisia — pode ser fachada, humor ou tentativa de autoafirmação.