Boi que marra, quer choupa

Boi que marra, quer choupa.
 ... Boi que marra, quer choupa.

Quem se opõe ou resiste tende a provocar a aplicação de medidas mais duras ou coercivas.

Versão neutra

Aquele que resiste pode levar a que se recorram a medidas mais enérgicas para o controlar.

Faqs

  • O que significa exactamente este provérbio?
    Significa que a resistência ou recusa de cooperação tende a provocar uma resposta mais enérgica ou punitiva por parte de quem detém o controlo.
  • Qual é a origem do termo 'choupa' neste contexto?
    A origem é incerta. Na tradição rural, 'choupa' é provavelmente a referência a um ramo, vara ou instrumento usado para obrigar o animal a mover‑se; trata‑se, porém, de uma explicação popular não documentada.
  • Posso usar este provérbio para justificar disciplina física?
    Não é aconselhável. O provérbio descreve uma realidade social tradicional, mas usar‑lo para legitimar violência conflita com normas legais e princípios éticos actuais.
  • Em que contextos é apropriado usar este provérbio?
    Em comentários sobre gestão de conflitos, disciplina organizacional ou negociações, sobretudo para alertar para o risco de escalada quando alguém insiste em resistir.

Notas de uso

  • Usado figurativamente para advertir que a resistência pode gerar consequências mais severas.
  • Pode ser invocado para justificar disciplina ou sanções; tenha cuidado para não legitimar violência ou abuso.
  • Adequado em contextos de gestão, disciplina e negociação, mas preferível enfatizar alternativas não coercivas.

Exemplos

  • Na reunião, alertaram que, se a equipa continuasse a desobedecer às normas de segurança, haveria sanções — boi que marra, quer choupa.
  • Os pais lembraram‑se do provérbio para justificar regras mais rígidas, mas muitos defenderam soluções pedagógicas em vez de castigos físicos — boi que marra, quer choupa.

Variações Sinónimos

  • Quem resiste arrisca consequências.
  • Quem não obedece, sofre as consequências.
  • Quem marra, leva.

Relacionados

  • Quem não obedece, apanha. (variação popular)
  • É melhor prevenir do que remediar. (ênfase em medidas antecipatórias em vez de coerção)

Contrapontos

  • A aplicação automática de força por oposição gera risco de abuso e escalada; diálogo e negociação costumam ser preferíveis.
  • Utilizar o provérbio para justificar castigo físico ou refeições de autoridade conflita com normas legais e éticas modernas.

Equivalentes

  • Inglês
    Literal: 'An ox that balks wants a stick.' Sentido: 'If someone resists, expect harsher measures.'
  • Espanhol
    Paráfrase: 'Buey que se niega, necesita vara.' (equivalente aproximado de ideia popular)

Provérbios