Maio couveiro não é vinhateiro

Maio couveiro não é vinhateiro.
 ... Maio couveiro não é vinhateiro.

Afirma que cada actividade tem o seu tempo, lugar e pessoa adequada; não se deve confundir papéis, estações ou competências.

Versão neutra

Cada coisa tem o seu tempo e quem a pratique; plantar couves em maio não equivale a tratar da vinha.

Faqs

  • O que quer dizer exactamente este provérbio?
    Significa que certas actividades exigem épocas, condições e pessoas adequadas; não se deve confundir funções nem fazer algo fora de tempo.
  • Quando é apropriado usar‑o?
    Quando se quer sublinhar que uma tarefa não é adequada a alguém sem experiência ou que não é o momento certo para a executar.
  • É ofensivo dizer isto a alguém?
    Depende do tom e do contexto. Pode soar crítico ou fechado; é preferível usá‑lo como conselho e, se possível, oferecer alternativa ou formação.
  • Tem origem conhecida na literatura popular?
    Não há registo de origem precisa; trata‑se de sabedoria popular ligada à observação das épocas agrícolas.

Notas de uso

  • Usa‑se para lembrar que certas tarefas exigem uma época própria ou competências específicas.
  • Emprega‑se quando alguém assume funções para as quais não tem experiência ou quando se faz algo no momento inapropriado.
  • Pode ser dito de forma crítica (para recusar uma atribuição) ou pedagógica (para aconselhar paciência e planeamento).

Exemplos

  • Quando lhe pediram que coordenasse a colheita da vinha sem qualquer experiência, respondeu: «Maio couveiro não é vinhateiro» — não estou habituado a isso.
  • O projecto exigia trabalho durante meses; alguém comentou «Maio couveiro não é vinhateiro» para sublinhar que não se obtêm resultados fora de época.
  • Ao ver um colega a tentar reparar o motor sem formação, disse‑lhe: «Lembra‑te: maio couveiro não é vinhateiro» — cada tarefa pede competências próprias.

Variações Sinónimos

  • Cada coisa a seu tempo
  • Cada macaco no seu galho
  • Não se misturam alhos com bugalhos

Relacionados

  • Cada coisa a seu tempo
  • Quem tudo quer, tudo perde
  • Cada macaco no seu galho

Contrapontos

  • Em contextos modernos, valoriza‑se a polivalência: é possível aprender e adaptar‑se a novas funções.
  • O provérbio pode ser usado para justificar falta de oportunidade ou exclusão; é preciso ter cuidado para não impedir a formação e a mobilidade social.

Equivalentes

  • inglês
    There's a time and place for everything / Each job has its own time and skills.
  • espanhol
    Cada cosa a su tiempo.
  • francês
    À chaque chose son temps.

Provérbios