O rei morreu! Viva o rei!
Afirma a continuidade do poder ou da instituição apesar da morte ou saída da pessoa que o exercia; usado também figurativamente para mudanças que mantêm a ordem existente.
Versão neutra
O rei morreu; o novo rei inicia imediatamente o seu reinado.
Faqs
- O provérbio é contraditório?
À primeira vista parece contraditório, mas significa que a instituição (o reino) continua sem solução de continuidade apesar da morte do titular. - Quando se usa figurativamente?
Usa‑se quando uma pessoa é substituída mas a organização, as políticas ou os interesses permanecem essencialmente os mesmos. - Qual a sua origem histórica?
Tem origem nas proclamações de sucessão monárquica, notavelmente documentada na França e noutras monarquias europeias desde a Idade Média. - É apropriado usá‑lo em tempo de luto?
Normalmente não; a expressão privilegia a continuidade do poder e pode ser percebida como insensível num contexto de dor ou homenagem pessoal.
Notas de uso
- Uso literal: proclamações formais no momento da sucessão de um monarca.
- Uso figurado: descreve substituições em que a instituição ou sistema permanece inalterado.
- Registo: pode ser solene, ritual, irónico ou crítico, consoante o contexto.
- Pontuação: costuma aparecer com exclamações para realçar a contradição aparente entre perda e continuação.
- Cautela: pode ser insensível em contextos de luto ou quando se pretende reconhecer mudanças profundas.
Exemplos
- Na proclamação oficial ouviram‑se as palavras: «O rei morreu! Viva o rei!», assinalando a sucessão imediata.
- Quando o diretor‑geral saiu e foi substituído por alguém da mesma equipa, comentaram ironicamente: «O rei morreu! Viva o rei!».
- Apesar da troca de ministros, a política do governo manteve‑se — para muitos, era um clássico caso de «o rei morreu! viva o rei!».
Variações Sinónimos
- Le roi est mort, vive le roi (francês)
- The king is dead, long live the king (inglês)
- ¡El rey ha muerto! ¡Viva el rey! (espanhol)
- Morreu o rei; viva o rei
- O monarca morreu; que viva o novo monarca
Relacionados
- A instituição sobrevive aos indivíduos
- A sucessão não altera a ordem
- Continuidade institucional
Contrapontos
- Ignora o luto ou o impacto humano da morte, enfatizando apenas a continuidade do poder.
- Pode ser usado para justificar a manutenção de práticas ou injustiças sob o pretexto de estabilidade.
- Nem sempre reflete mudança real: o novo titular pode alterar profundamente políticas ou estilos.
Equivalentes
- inglês
The king is dead. Long live the king. - francês
Le roi est mort, vive le roi! - espanhol
¡El rey ha muerto! ¡Viva el rey! - alemão
Der König ist tot. Es lebe der König!