Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.

Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o q ... Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.

Ação feita numa época pode provocar reação mais tarde — pode ser literal (tratamento da planta) ou figurado (retaliação/consequências).

Versão neutra

Se me podares em janeiro e cuidares de mim em março, verás o resultado (ou: se me prejudicares agora, eu posso retribuir depois).

Faqs

  • O que significa exactamente 'empa-me' neste provérbio?
    'Empa-me' não é palavra de uso corrente em todas as regiões; neste contexto rural pode referir‑se a amarrar/atacar/recuperar ou, por extensão, ao cuidado posterior da planta. A interpretação varia por região e pelo uso figurado.
  • É um provérbio de ameaça ou de conselho agrícola?
    Pode ser ambos. Literalmente dá a ideia de que podas e cuidados na época certa produzem resultado; figuradamente é usado como aviso sobre consequências futuras — por isso o tom depende do contexto.
  • Posso usar este provérbio num contexto profissional?
    Com cuidado. Se utilizado em sentido figurado pode soar como ameaça ou ressentimento. Em contexto de gestão de projetos, prefira fórmulas neutras que falem de planeamento e consequências.

Notas de uso

  • Tem origem provável em contextos rurais, especialmente relacionados com a vinha ou árvores podadas no inverno.
  • Dá-se uma leitura agrícola (uma poda bem feita em janeiro seguida de cuidado em março traz resultados) e outra figurada (quem faz mal cedo pode sofrer retaliação posteriormente).
  • Tonalidade pode ser jocosa ou ameaçadora: depende do contexto e do tom do locutor.
  • Não é adequado em contextos formais ou profissionais se interpretado como ameaça — pode ser percebido como pouco cortês.

Exemplos

  • Na quinta, o velho disse: “Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço”, referindo‑se ao vigor que a vinha teria com o cuidado certo na época certa.
  • Quando ouviu que o colega tinha sabotado o seu projeto, murmurou em tom de aviso: “Poda‑me em janeiro, empa‑me em março...” — usou‑o como ameaça de retribuição.
  • A mãe explicou que isto era parecido com o provérbio: tratar bem a tempo traz fruto mais tarde, por isso devemos cuidar das coisas no momento certo.

Variações Sinónimos

  • Se me cortares em janeiro e me cuidares em março, verás o que dá.
  • Quem me fere cedo, verá a resposta depois.
  • Poda em janeiro, cuida em março — colhes o efeito.

Relacionados

  • Quem semeia ventos, colhe tempestades (sobre consequências de más ações).
  • Mais vale prevenir do que remediar (sobre agir na altura certa).
  • Quem planta, colhe (sobre causa e efeito).

Contrapontos

  • Uma leitura alternativa sublinha prevenção: podar pode prevenir doenças e não implica retaliação.
  • Em ambientes sociais, responder com violência ou vingança costuma agravar conflitos — a reconciliação ou o diálogo são muitas vezes melhores.
  • A prática agrícola moderna recomenda podas e tratamentos específicos conforme a cultura; não é um conselho universal aplicável a todas as plantas.

Equivalentes

  • English
    Reap what you sow / You will see the consequences of your actions.
  • Spanish
    Quien siembra vientos, recoge tempestades / Lo que siembra uno, recoge.
  • French
    On récolte ce que l'on sème.

Provérbios