Advertência para reconhecer limitações: quem tem um impedimento não consegue realizar uma tarefa exigente; aconselha prudência antes de assumir riscos.
Versão neutra
Quem tem cãibras não consegue atravessar um rio a nado.
Faqs
O que significa este provérbio? Significa que é importante reconhecer limitações pessoais ou circunstanciais: não vale a pena tentar algo para o qual não se tem condições.
Quando devo usar esta expressão? Use-a para aconselhar prudência ao planear tarefas arriscadas ou quando alguém pretende assumir responsabilidades para as quais não está preparado.
É uma expressão ofensiva? Geralmente não é ofensiva; funciona como conselho. Contudo, em contextos sensíveis pode soar condescendente se aplicada a quem tem uma incapacidade real.
Aplica-se literalmente? Sim — literalmente indica que uma pessoa com cãibras musculares não deve tentar nadar longas distâncias por risco de afogamento.
Notas de uso
Usado sobretudo em sentido figurado para sublinhar que alguém não tem capacidades ou condições para uma determinada tarefa.
Tom geralmente aconselhador; pode ser usado de forma directa ou paternalista dependendo do contexto.
Registo popular e coloquial; não é um provérbio formal, mas é facilmente compreendido em Portugal.
Pode também aplicar-se literalmente, referindo a alguém com cãibras musculares que não deve nadar por segurança.
Exemplos
O Pedro queria liderar o projeto sem experiência, mas o chefe lembrou-lhe: «Quem sofre de cãibra, não atravessa rio a nado» — melhor ganhar prática primeiro.
Depois da corrida sentiu uma cãibra na perna e a treinador disse-lhe para não nadar; literalmente, quem sofre de cãibra não atravessa rio a nado.
Quando a empresa pediu uma reestruturação que exigia competências que não tínhamos, pensei: é preferível recusar do que falhar — quem sofre de cãibra, não atravessa rio a nado.
Variações Sinónimos
Quem tem cãibras não atravessa o rio a nado.
Não se atravessa um rio com uma perna partida.
Não se exija o impossível a quem não tem condições.
Cada um conhece os seus limites.
Relacionados
Cada um sabe de si
Não se pede peras ao olmo
Mais vale prevenir do que remediar
Não se atira à água sem saber nadar
Contrapontos
Quem não arrisca, não petisca — encoraja a assumir riscos e tentar, mesmo com possibilidade de falhar.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura — sugere que a persistência pode compensar limitações iniciais.