A preguiça começa nas teias de aranha e acaba nas grades da cadeia

A preguiça começa nas teias de aranha e acaba na ... A preguiça começa nas teias de aranha e acaba nas grades da cadeia.

Adverte que a inércia e a negligência, iniciando-se de forma aparentemente inofensiva, podem evoluir para consequências graves, incluindo comportamentos criminosos e prisão.

Versão neutra

A preguiça, se não corrigida, pode começar por pequenos descuidos e provocar consequências graves, incluindo problemas legais.

Faqs

  • O provérbio deve ser levado literalmente?
    Não. É uma advertência figurada: pretende mostrar que a inércia pode provocar consequências negativas. Não estabelece que a preguiça leve sempre à prisão.
  • Posso usar este provérbio ao aconselhar alguém desempregado?
    Com cautela. Pode ser mal recebido se ignorar contextos sociais ou económicos. É melhor combiná‑lo com apoio prático e empatia.
  • Qual é a diferença entre preguiça pessoal e factores estruturais?
    Preguiça refere‑se a comportamentos individuais de inação; factores estruturais incluem desemprego, falta de formação ou exclusão social. Ambos podem influenciar resultados, mas exigem respostas diferentes.
  • Quando é apropriado usar este provérbio?
    Em situações educativas ou motivacionais para sublinhar a importância da disciplina e do trabalho, desde que não humilhe nem simplifique problemas complexos.

Notas de uso

  • Usado como advertência moral para incentivar trabalho, disciplina e responsabilidade.
  • Empregado em contextos educativos (pais, professores) e laborais para prevenir a negligência e a ociosidade.
  • Pode ser usado de forma hiperbólica; nem toda preguiça leva a crime — convém não estigmatizar pessoas em situação de desemprego ou pobreza.
  • Em discussões políticas ou sociais, deve-se distinguir entre inércia individual e factores estruturais (falta de oportunidades, exclusão social) que também favorecem a criminalidade.

Exemplos

  • O pai disse ao filho: «Não deixes essa matéria de lado — lembra-te que a preguiça começa nas teias de aranha e acaba nas grades da cadeia.»
  • No debate sobre prevenção, o director da ONGD explicou que combater a ociosidade é importante, porque a preguiça, quando se transforma em abandono, pode levar a situações de risco.
  • O treinador advertiu a equipa: «Se descuidarem os treinos, começamos por perder jogos e podemos acabar por perder oportunidades importantes.» (uso figurado do provérbio).

Variações Sinónimos

  • A ociosidade é mãe de todos os vícios.
  • Quem não trabalha, não come. (relacionado no sentido de valorizar o trabalho)
  • Da teia ao cadeado — (variação reduzida e coloquial)

Relacionados

  • A ociosidade é a mãe de todos os vícios.
  • Quem não trabalha, não come.
  • O trabalho dignifica o homem.

Contrapontos

  • Nem toda preguiça conduz ao crime — factores sociais e económicos têm papel determinante na criminalidade.
  • Etiquetar indivíduos como preguiçosos pode ocultar problemas como desemprego estrutural, doença mental ou falta de formação.
  • Soluções eficazes combinam incentivo ao trabalho com políticas públicas de inclusão e apoio social.

Equivalentes

  • inglês
    Idle hands are the devil's workshop. (A ociosidade favorece más acções.)
  • francês
    L'oisiveté est mère de tous les vices. (A ociosidade é mãe de todos os vícios.)
  • espanhol
    La ociosidad es madre de todos los vicios. (Variante que transmite ideia semelhante.)

Provérbios