A raposa tanto vai ao ninho, que um dia deixa o focinho

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Provérbios Portugueses

Advertência de que repetir actos arriscados ou transgressões acabará por trazer consequências negativas.

Versão neutra

Quem tantas vezes repete um acto arriscado, um dia acabará por sofrer as consequências.

Faqs

  • O que significa este provérbio?
    Significa que a repetição de actos perigosos ou imorais normalmente acaba por trazer consequências adversas — a 'sorte' ou impunidade tem fim.
  • Quando é apropriado usá‑lo?
    Quando se quer advertir alguém que insiste num comportamento arriscado, ilegal ou socialmente reprovável, ou em tom irónico para sublinhar que a impunidade provavelmente terminará.
  • É ofensivo dizer isto a alguém?
    Depende do tom e do contexto. Pode ser interpretado como crítica moral ou acusação velada; em ambientes formais é preferível optar por linguagem mais direta e menos proverbial.
  • Este provérbio incentiva a passividade frente ao risco?
    Não: o provérbio adverte contra a repetição de comportamentos arriscados. Não se aplica à perseverança legítima em objetivos éticos ou de trabalho.

Notas de uso

  • Usa‑se para avisar alguém que persiste num comportamento perigoso ou ilícito.
  • Pode empregar‑se em tom sério (moralizador) ou irónico, dependendo do contexto.
  • Registo: coloquial/popular; adequado em conversas informais e textos sobre sabedoria popular.
  • Não lisonjeia persistência positiva — refere‑se a repetir comportamentos que expõem ao risco.

Exemplos

  • O João já foi apanhado a trapacear várias vezes; como se costuma dizer, a raposa tanto vai ao ninho, que um dia deixa o focinho — mais cedo ou mais tarde será obrigado a responder.
  • Se continuas a estacionar onde não deves, não fiques surpreendido quando chegares e o carro estiver multado; a raposa tanto vai ao ninho, que um dia deixa o focinho.

Variações Sinónimos

  • A raposa vai tantas vezes ao galinheiro que um dia a apanham
  • Quem brinca com fogo, queima‑se
  • Tant va la cruche à l'eau qu'à la fin elle se casse (variante francesa com significado semelhante)
  • Puxar a sorte até ao fim

Relacionados

  • Quem semeia ventos, colhe tempestades
  • Mais vale prevenir do que remediar
  • Quem demasiadas vezes tenta, arrisca perder a sorte

Contrapontos

  • Persistir nem sempre é negativo: em contextos de esforço legítimo, a repetição pode conduzir ao êxito (ver 'quem não arrisca não petisca').
  • O provérbio refere‑se especificamente à repetição de actos arriscados ou reprováveis, pelo que não deve ser usado para desencorajar tentativas válidas e éticas.

Equivalentes

  • Português (variante literal)
    A raposa foi tantas vezes ao galinheiro que a apanharam.
  • Espanhol
    La zorra tanto fue al gallinero que al fin la mataron.
  • Inglês (equivalente de sentido)
    You can only push your luck so far.
  • Francês
    Tant va la cruche à l'eau qu'à la fin elle se casse.

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