A generosidade resulta da vontade e do afecto, não apenas da posse de bens; quem tem recursos pode não dar, e quem dá muitas vezes o faz por querer bem.
Versão neutra
Quem tem bens não dá necessariamente; quem dá fá‑lo por vontade e afecto.
Faqs
O que quer dizer este provérbio? Significa que a acção de dar depende da vontade e do afecto, não só da capacidade financeira; alguém rico pode não dar, e alguém pobre pode ser generoso.
Posso usar este provérbio para recusar ajudar alguém? De forma cautelosa. O provérbio sublinha a importância da intenção, mas não absolve responsabilidades morais ou legais de apoio a quem necessita.
Quando é apropriado usá‑lo? Quando se quer realçar que um gesto é motivado por afecto ou vontade, ou para criticar a avareza de quem tem meios.
Notas de uso
Usa‑se para distinguir capacidade material da intenção de oferecer algo.
Frequentemente utilizado para elogiar pessoas modestas mas generosas ou criticar ricos avarentos.
Aplicável em contextos de presentes, favores e ajuda pessoal, mais do que em obrigações legais.
Pode ser dito de modo irónico para reprovar quem tem meios mas não ajuda.
Exemplos
A avó, apesar de pouco ter, ajudou os vizinhos quando precisaram — prova de que não dá quem tem, dá quem quer bem.
O empresário recusou reduzir lucros para ajudar os funcionários, o que levou muitos a dizer que não dá quem tem, dá quem quer bem.
Variações Sinónimos
Quem dá é quem quer, não quem tem.
Dar é de quem quer, não de quem tem.
Não é ter que determina dar, é querer bem.
Relacionados
Mais vale dar do que receber
Quem dá aos pobres, empresta a Deus
Dar com o coração
Contrapontos
Pode ser usado para justificar a falta de ajuda em situações onde há obrigação moral ou legal de assistir.
Ignora desigualdades estruturais: a intenção não resolve sempre necessidades concretas.
Valoriza a intenção sobre o impacto real da ajuda, que também deve ser considerado.
Equivalentes
en It is not who has that gives, but who cares (Giving comes from the heart, not just from having).