Conselho para não provocar problemas ou atrair infortúnios desnecessariamente; evitar mexer em assuntos que estão calmos para não os agravar.
Versão neutra
Não provoques problemas desnecessários quando tudo está calmo.
Faqs
O que significa este provérbio em poucas palavras? Significa que não devemos provocar ou mexer em situações calmas ou resolvidas sem necessidade, porque isso pode trazer problemas.
Quando devo ignorar um problema em vez de o confrontar? Ignora‑lo só quando não representar risco imediato, não violar direitos e quando o custo de intervenção for superior ao benefício. Se houver perigo, injustiça ou repetição do problema, é preferível agir.
É superstição? Não exatamente. Embora use a imagem da 'má sorte', aplica‑se sobretudo a prudência prática — evitar ações que possam desencadear consequências indesejadas.
Como aplicar este provérbio no trabalho? Antes de propor mudanças, avalia riscos e consequências. Se um processo funciona, pondera se uma alteração é necessária ou apenas arriscada e desestabilizadora.
Notas de uso
Usa-se como advertência ou conselho informal; tom geralmente preventivo.
Adequado em contextos familiares, sociais e profissionais para avisar contra ações desnecessárias que possam criar conflitos.
Não é literalmente supersticioso: aplica-se sobretudo à prudência e à gestão de riscos.
Registo: coloquial/proverbial — evita-se em contextos formais sem explicação.
Exemplos
O processo está a correr bem; não inventes mudanças de última hora — não acordes a má sorte, quando ela está dormindo.
Se já não se fala do assunto há meses, trazê‑lo à tona só vai causar tensão: às vezes é melhor não acordar a má sorte.
Variações Sinónimos
Não acordes o cão que dorme.
Não despertes o cão que dorme.
Não provoques o destino.
Não cutuques a onça (quando está a dormir).
Relacionados
Deixa estar (quando não há necessidade de intervenção).
Mais vale prevenir do que remediar (atenção aos riscos antes que surjam).
Não cutuques a onça com vara curta (não provoques quem pode causar dano).
Contrapontos
Ignorar um problema adormecido pode permitir que ele piore; às vezes é necessário 'acordar' o problema para o resolver.
Questões de segurança, saúde ou justiça exigem ação mesmo que causem perturbação imediata.
O dito não deve justificar a passividade perante abuso ou negligência — silenciar pode ser prejudicial.