Expressa a ideia de que pessoas semelhantes se observam, protegem ou fiscalizam mutuamente — pode denotar solidariedade, cumplicidade ou rivalidade entre iguais.
Versão neutra
Pessoas do mesmo grupo observam e protegem umas às outras.
Faqs
Significa sempre solidariedade entre iguais? Não necessariamente. O provérbio pode indicar tanto protecção e cumplicidade como vigilância, ciúme ou encobrimento entre pessoas do mesmo meio; o contexto determina o tom.
Quando é apropriado usar este provérbio? Quando se quer comentar um comportamento coletivo de pessoas com laços, interesses ou características comuns — por exemplo, nepotismo, acordos tácitos ou simplesmente cooperação entre colegas.
É uma expressão pejorativa? Pode ser usada de forma crítica (para denunciar cumplicidade) ou neutra/descritiva (para apontar que membros de um grupo se observam). Depende do uso e da entoação.
Notas de uso
Usa‑se para comentar comportamentos de grupos ou profissionais que se cobrem, protegem ou vigiem entre si.
O sentido concreto depende do contexto: pode sublinhar proteção/solidariedade (favorável) ou desconfiança/ciúme (pejorativo).
É frequente em comentários sobre clientelismo, cumplicidade profissional ou vigilância entre pares.
Exemplos
Quando surgiu a investigação sobre a fraude, ninguém contou tudo porque, no sector, o corvo não tira o olho de outro corvo — protegeram‑se entre si.
No fim‑de‑semana, os comerciantes da rua trocaram favores para manter clientela; é o velho «o corvo não tira o olho de outro corvo».
Usou‑se a expressão para apontar que, apesar das críticas, os elementos da equipa continuavam a apoiar-se: às vezes é solidariedade, outras compadrio.
Variações Sinónimos
Entre corvos não se tira o olho
Um corvo não vigia outro (forma menos comum)
Relacionados
Solidariedade de grupo
Compadrio
Vigilância entre pares
Contrapontos
Cada um por si (opõe‑se à ideia de protecção mútua)
Nem todos os da mesma espécie se ajudam (observação crítica que contrasta com generalizações)