O louco que reconhece a sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio, esse está realmente louco.
Provérbios Indianos
A consciência das próprias limitações é sinal de prudência; a arrogância que confunde presunção com sabedoria revela verdadeira tolice.
Versão neutra
Quem reconhece as próprias falhas demonstra prudência; quem se julga sempre sábio age com verdadeira loucura.
Faqs
- Qual é a ideia central deste provérbio?
Que a consciência das próprias limitações ou erros é um sinal de prudência, enquanto a presunção de sabedoria é um sinal de verdadeira tolice. - Quando é apropriado usar este provérbio?
Quando se quer advertir contra a arrogância intelectual ou elogiar a humildade em contextos de aprendizagem, discussão profissional ou correção de erros. - Posso usá-lo para criticar alguém que tem problemas de saúde mental?
Não. O termo 'louco' no provérbio é figurado; deve evitar-se aplicar literalmente a pessoas com perturbações mentais, para não estigmatizar. - Este provérbio tem origem conhecida?
Não há origem claramente estabelecida registada; trata-se de uma observação moral comum a várias tradições sobre humildade e presunção.
Notas de uso
- Usa-se para criticar a arrogância e valorizar a humildade intelectual.
- Adequado em contextos educativos, profissionais e morais, quando se quer realçar a importância de reconhecer erros.
- Tom: moralizador mas geralmente figurado; evita-se usar literalmente para descrever doenças mentais.
- Registo: pode ser usado tanto em linguagem quotidiana como em textos reflexivos, embora soe mais proverbial/formal em escritos.
Exemplos
- Quando Ana admitiu que não sabia responder à questão, ganhou a confiança do grupo; afinal, reconhecer limitações pode ser prudente.
- João recusou ouvir a equipa e insistiu que tinha a razão; esse tipo de presunção acaba por revelar mais tolice do que sabedoria.
Variações Sinónimos
- Quem confessa a sua ignorância já deu o primeiro passo para aprender; quem se julga sábio impede-se de aprender.
- Admitir a própria tolice é sinal de sensatez; fingir-saber é verdadeira insensatez.
- É sábio quem reconhece os seus erros; é tolo quem se julga perfeito.
Relacionados
- A humildade é o princÃpio da sabedoria.
- Quem muito se sabe, pouco aprende.
- Errar é humano; insistir no erro é estultÃcia.
Contrapontos
- Reconhecer uma limitação não garante competência; é um primeiro passo, mas requer ação para corrigir ou aprender.
- A humildade pode ser fingida: alguém pode admitir fraquezas para manipular ou evitar responsabilidades.
- Chamar alguém de 'louco' por comportamento arrogante pode ser injusto e estigmatizante quando há questões de saúde mental envolvidas.
Equivalentes
- inglês
The fool who knows he's a fool is wise; the fool who thinks he's wise is a fool. - espanhol
El necio que reconoce su necedad tiene algo de prudente; quien se cree sabio, está verdaderamente loco. - francês
Le fou qui reconnaît sa folie a quelque prudence; celui qui se croit sage est vraiment fou.