Quem sofre as consequências das suas próprias acções deve procurar remediar a situação ou assumir a responsabilidade.
Versão neutra
Quem provoca uma consequência deve tratar das suas próprias consequências ou aceitá‑las.
Faqs
Quando é apropriado usar este provérbio? É apropriado quando alguém sofre consequências previsíveis de uma decisão própria e a intenção é sublinhar responsabilidade pessoal, normalmente em contexto informal.
Este provérbio é ofensivo? Pode ser percebido como insensível ou culpabilizador se usado em situações de acidente, doença ou quando há responsabilidade de terceiros. Usar com cuidado.
Tem equivalente em inglês? Sim. Exemplos comuns: 'You made your bed, now lie in it' e 'If you play with fire, you'll get burned', ambos com sentido próximo.
Notas de uso
Usa‑se para comentar situações em que alguém sofre prejuízo por opção ou descuido próprio.
Tom comum: admonitório ou resignado; pode soar a censura quando aplicado a terceiros.
Registo: coloquial; adequado em conversas informais e comentários morais breves.
Cautela: evitar usar em casos de acidente involuntário ou onde há responsabilidade de outros, para não culpabilizar indevidamente.
Exemplos
Recusaste ler o manual e agora queixas‑te da avaria — quem se queimar, que sopre.
Ela investiu sem investigar e perdeu dinheiro; os colegas disseram: 'quem se queimar, que sopre'.
Avisámos que era arriscado e ele avançou na mesma; agora tem de resolver a situação — quem se queimar, que sopre.
Variações Sinónimos
Quem se queima aprende
Quem brinca com fogo, que se queime
Cada um colhe o que semeia (parcialmente equivalente, com enfoque em consequência moral)
Relacionados
Quem brinca com fogo acaba por se queimar
Cada um colhe o que semeia
Contrapontos
Nem sempre é justo responsabilizar a vítima: fatores externos ou negligência de terceiros podem excluir a aplicação do provérbio.
Em situações de abuso, erro médico ou falha técnica, recorrer a este provérbio pode ser insensível e injusto.
A expressão tende a reduzir complexidades a responsabilidade individual, ignorando contextos sociais ou estruturais.